Page 52 - Porto da Beira/Port of Beira
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50TERMINAL DE CARVÃOCOAL TERMINALeconómico do país, nomeadamente em termos de recursos minerais, tais como o carvão, que precisa de uma infra-estrutura adequada para o transporte de grandes volumes.À data de abertura, as novas instalações – chamadas provisoriamente Terminal 13 – terão uma capacidade de 10 milhões de toneladas por ano, com capacidade de expansão para mais 10 milhões de toneladas, conforme necessário. Incluído no projecto encontra-se um novo cais de carvão dedicado, o Cais 13.A capacidade adicional não poderiater chegado mais cedo. O Porto daBeira já está a movimentar volumesrecordes de carvão através dasinstalações de carvão actuais, o TCC8, mas que representa apenas uma fracção do tráfego potencial disponível ao longo da próxima década.Estima-se que os depósitos de carvão na bacia de Moatize, na província de Tete, em Moçambique, somem 27,6 mil milhões de toneladas – 3% do total das reservas mundiais. Os gigantes da mineração Vale e Rio Tinto estão entre os principais intervenientes envolvidos na extracção de carvão na região, e têm sido fundamentais para o renascimento do Porto da Beira como um foco de exportações de carvão.Em 2013, no seu segundo ano completo de produção, a mina de Moatize da Vale, por exemplo, produziu cerca de 4 milhões de toneladas de carvão, 75% das quais destinados a exportação para a Ásia, América e Europa, através do porto de Beira.A comprovada eficiência operacional é fundamental para lidar com os enormes volumes e o Porto da Beira tem um histórico sólido. Quando as suas instalações do TCC8 foram inauguradas em 2012, a um custo de 35 milhões de dólares, as operações de processamento de carvão foram transformadas. O tempo necessário para carregar navios com remessas de até 35.000 toneladas foi reduzido de cerca de 35 dias para apenas dois.O TCC8 tem uma capacidade máxima de 6 milhões de toneladas por ano – a capacidade do pátio é de 200.000 toneladas, com cerca de 68% da capacidade a ser utilizada pela Vale, e os restantes 32% pela International Coal Ventures Pvt Ltd (anteriormente Rio Tinto).O terminal é operado pela Nectar Coal Handling (Mozambique) Lda., em nome da Cornelder de Moçambique.O carvão faz a viagem de 800 km da bacia mineira deMining giants Vale and Rio Tinto are among the major players involved in coal extraction in the region, and have been instrumental in the renaissance of the Port of Beira as a focus for coal exports.On opening, the new facility – provisionally named Terminal 13 – will have a capacity of 10 million tonnes a year, with capability for expansion by a further 10 million tonnes as required. Included in the development is a new, dedicated coal berth, Quay 13.The additional capacity cannot come a moment too soon. The Port of Beira is already moving record volumes of coal through its existing TCC8 coal facility, but that is just a fraction of the potential traffic available over the coming decade.Coal deposits in the Moatize basin in Mozambique’s Tete province are estimated to be around 27.6 billion tonnes – 3% of the world’s total reserves. Mining giants Vale and Rio Tinto are among the major players involved in coal extraction in the region, and have been instrumental in the renaissance of the Port of Beira as a focus for coal exports.In 2013, its second full year of production, Vale’s Moatize mine, for example, produced around 4 million tonnes of coal, 75% of it destined for export to Asia, America and Europe via the Port of Beira.Proven operational efficiency is fundamental to handling those huge volumes, and the Port of Beira’s track record is solid. When its TCC8 facility opened in 2012, at a cost of US$35 million, coal handling operations were transformed. Time taken to load vessels with up to 35,000 tonne consignments reduced from around 35 days to just two.PERFIL E DIRECTÓRIA DO PORTO DA BEIRA 2015 | 2016

